Em vista da constante dificuldade em compartilhar o que penso e sinto com a maioria dos seres humanos à minha volta, recorro novamente a meios imateriais para registrar o produto de minha subjetividade. Na ânsia de que, em um ambiente heterogêneo e irregular como a internet, possa encontrar e atrair pessoas propensas à já quase morta arte de refletir, instigando a comunicação dotada de alguma substância maior.

Outrora demasiadamente pessoal e auto-indulgente, essa iniciativa tem como compromisso básico ser mais madura e edificadora. Aos poucos esse espaço tomará a forma pretendida por mim, de acordo com meus objetivos para com ele.

Todo ser racional tenta ser espelho do mundo: recriar em si a humanidade e refletir o que está à sua volta. A poesia, a música, a dança, o casamento, a família, os sonhos – cada um consequência dessa necessidade psíquica.

Se escrevo é porque vivo. Quem não o faz, ou tem outra forma de fazer-se parte do mundo, ou não chegou a conhecer a verdadeira consciência.

Que as palavras encontradas aqui possam eventualmente transmutar-se de sua intangibilidade natural para o concreto das vidas dos que as lêem.