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Todo homem quer ter todas as mulheres do mundo. Que termine por aqui o parágrafo, dando a devida ênfase e importância que a sentença merece.
Não, não me venham falar das exceções. O mundo não se faz de exceções – em muitos casos, lamentavelmente. Estou falando das regras.
Um colega me diz que a namorada lhe cobra que nem sequer pense em outras mulheres e fico pensando o quanto de egocentrismo ou megalomania é necessário para que se faça uma exigência dessas. Ora, as mulheres precisam ter em mente, de forma muita clara e para seu próprio bem, que para os homens mulher é em primeira instância sempre comida. E ninguém sente ciúmes de um pedaço de carne, certo? Exigir que um homem deseje somente uma mulher é como uma mãe exigir que o filho só sinta vontade de provar a comida que ela faz.
Não, novamente não. Não significa que as mulheres sejam somente isso para nós, homens, mas a transformação delas em seres-humanos acontece em um estágio posterior da interação social, mesmo que esse processo seja tão instantâneo ou imperceptível quanto a “volta” de um elétron em torno do núcleo atômico. (“Volta” porque esse modelo de elétron que orbtita o núcleo igual planeta em torno de estrela é tão velho e superado quanto o modelo medieval de mundo plano.) Pode ser que demore muito mais, é bem verdade, o que invariavelmente é uma infelicidade para a parte feminina da relação, mas, em todo caso, é a partir desse novo patamar que surgem as amigas, as namoradas, as amantes, as paixões, o amor e tudo mais que se dá entre um homem e uma mulher na esfera psicológica. Especificamente quando se trata de uma relação conjugal, as chances de sucesso são naturalmente maiores quando a mulher unifica os dois papéis, o de ser-humano e o de comida.
Não é à toa que usamos um mesmo verbo para alimentação e sexo – a analogia é realmente adequada. Assim como podemos optar por restringir nossa alimentação, é perfeitamente aceitável que opte-se por adotar restrições na vida sexual, ou que se associe a questão conjugal a exclusividade sexual. É algo que está, obviamente, relacionado a padrões culturais, sociais, psicológicos, etc. O que não significa que as coisas mudem para o homem, que as outras mulheres deixem de ser o que são em sua forma mais elementar: comida. O que também não implica em um único padrão de comportamento masculino, uma vez que a razão nos permite optar quando e como usar os instintos. Existem modelos de relacionamento também, embora menos comuns, que separam a questão de amor e sexo, como acontece entre pessoas ligadas à indústria de entretenimento pornográfico, etc. É pura questão da semântica aplicada aos elementos da vida, e não há qualquer regra regra obrigatória, a não ser aquelas que escolhemos seguir.
Não me culpem por dizer isso assim de forma tão direta. Se posso assumir isso é porque tenho aquilo que o restante dos animais não têm: pensamento racional. E é justamente isso que torna plenamente possível ver o gênero feminino da espécie humana como algo além de um pedaço de carne, não raro imensamente superior, mais belo, mais complexo, mais admirável e mais fascinante. Não obstante, muitas vezes ainda assim um belo e apetitoso pedaço de carne. Que mal há nisso, afinal?
Corro o risco de ser acusado de porco-chauvinista e todos os outros adjetivos lugar-comum que o feminismo está acostumado a usar, e não me importo. Quem tiver olhos honestos para o mundo entenderá aonde quero chegar com essas palavras e não fará julgamentos em função delas.

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